Os derrames e as varizes têm solução: informe-se!

Quais são os sintomas que mais frequentemente se associam a "derrames" ou a varizes?

Quem sofre ou já sofreu de "derrames" ou de varizes, sabe que os sintomas associados podem ser causa de grande incómodo. Dor, cansaço, comichão e sensação de peso nas pernas são apenas algumas das queixas de quem tem derrames ou varizes e que podem  impedir uma boa qualidade de vida. Mas o que são derrames e varizes? Existe diferenças entre os dois?

Embora pertençam ao mesmo espectro de manifestações de doença venosa crónica , os "derrames" e varizes têm implicações diferentes. Enquanto os derrames são dilatações de capilares na derme e pequenos vasos sanguíneos que apresentam várias tonalidades e que têm uma implicação predominantemente estética, as varizes são veias dilatadas e tortuosas , provocadas por alterações da estrutura das suas paredes e que podem ser causa de graves complicações.

Mas existem diversos tratamentos eficazes para tratar os "derrames" e as varizes

Antes de mais, é essencial procurar avaliação especializada para se proceder ao correcto diagnóstico e, assim, planear uma adequada estratégia terapêutica. Na maioria dos casos, o eco-Doppler ocupa um papel crucial nesta etapa. Trata-se de um exame não invasivo, indolor, baseado em princípios de ecografia e que permite o estudo morfológico e funcional das veias. Em resumo, vai estudar se as veias funcionam bem e qual a "origem" das varizes"!

Após esta etapa e estando o diagnóstico de doença venosa estabelecido, é altura de discutir as opções terapêuticas disponíveis e planear o tratamento, de modo a resultar o mais definitivo possível.

No que se refere ao tratamento das varizes, há um método que merece destaque: a radiofrequência. Este é um dos métodos de tratamento de varizes,  actualmente mais utilizado em cirurgia vascular. São vários os motivos desta preferência. Em primeiro lugar, trata-se de um procedimento menos invasivo do que os habituais tratamentos para varizes, o que contribui para que haja uma mais rápida e confortável recuperação pós-operatória.  

Como funciona a radiofrequência? A radiofrequência utiliza energia emitida por um cateter que é colocado no interior da veia apenas através de uma "picada". Esta energia provoca o aquecimento da parede da veia contribuindo para a sua "ablação", isto é, para o colapso do seu lúmen.

Outra vantagem deste tratamento da cirurgia vascular é poder ser realizado apenas sob anestesia local. Com este método anestésico, o paciente permanece acordado e consegue, desta maneira, comunicar o que está a sentir perante o aquecimento do cateter. Por outro lado, a anestesia local permite o começo rápido da aconselhável deambulação do paciente após a intervenção cirúrgica.

A radiofrequência não tem riscos?

Como é óbvio, a radiofrequência não está isenta de alguns riscos, apesar da baixa probabilidade.

A complicação mais séria é a ocorrência de trombose venosa profunda. Porém, este risco apenas surge em 1% dos procedimentos.

De resto, podem surgir outros incómodos, como diminuíção de sensibilidade ou sensação de «dormência» no trajecto da veia tratada, embora sejam, igualmente, uma complicação muito rara, graças aos novos dispositivos e à restrição da aplicação do método ao segmento acima do joelho, onde o trajecto do nervo sensitivo não é tão próximo do da veia.

Procure informações junto da Cirurgia Vascular e recupere a qualidade de vida que esta doença pode pôr em causa.

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Fontes:

Dra. Joana de Carvalho - Especialista em Angiologia e Cirurgia Vascular

Licenciada em Medicina e Cirurgia iniciou a formação específica em Angiologia e Cirurgia Vascular em 2005, no Hospital de S. João. Obteve o grau de especialista em Angiologia e Cirurgia Vascular, submetendo-se, posteriormente, ao exame de certificação europeu, obtendo o título de Fellow of the European Board of vascular Surgery. Desempenhou funções de Consultora Científica na área de Cirurgia Vascular do Programa Harvard Medical School Portugal. Realizou o curso Master em Fleboestética e fez certificação na técnica CLaCS (Cryo-Laser & Cryo-sclerotherapy), ambas no Brasil. Atualmente concentra a sua atividade na prática de técnicas minimamente invasivas, sem necessidade de internamento ou repouso e com resultados cosméticos otimizados. Mantém presença assídua em revistas com artigos temáticos na área da cirurgia vascular, bem como em programas de televisão onde aborda vários temas de cirurgia vascular e explora as soluções para o tratamento de derrames e varizes.

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