Dores nas pernas: porque podem ser um sinal de alarme?

As dores nas pernas podem estar a ocultar uma doença mais grave e, por isso, não deve negligenciar este grito de alerta do seu corpo.

O sistema vascular é a autoestrada do organismo. Em caso de bloqueio nestas vias, todos os órgãos (incluindo os vitais) ficam em risco, uma vez que o sangue não chega ao seu destino.

O desconforto que sente nas pernas pode ser passageiro e resultar de um esforço físico intenso. Neste caso, a teoria médica aponta para micro-fraturas causadas pelo exercício, mas que serão reparadas e, em poucos dias, as dores desaparecem.

À parte esta situação, a dor nas pernas não pode ser ignorada.

Para ter uma ideia da extensão das doenças vasculares, em Portugal:

  • 2 milhões de mulheres com mais de 30 anos sofrem de doença venosa crónica;
  • 1 em cada 2 tromboses venosas resultam em sequelas crónicas;
  • A Doença Arterial Periférica afeta 20% das pessoas com mais de 70 anos.

Apesar de os números serem alarmantes, saiba que existem tratamentos. Quanto mais cedo for identificada a patologia que está a causar a dor, melhores serão os seus resultados.

 

Sintomas das Pernas Cansadas

A sensação constante de pernas cansadas é um sintoma comum da doença venosa.

Para além do cansaço, outros sintomas descritos pelos pacientes são peso, ardor, dormência, inchaço, dores lancinantes e cãibras. Muitas vezes, as dores nas pernas persistem em repouso e durante a noite.

Estes são apenas alguns dos principais sintomas que pode estar a experienciar e que limitam a sua qualidade de vida de forma séria.

A sintomatologia pode ser semelhante, mas estes fatores podem ter origem em diferentes patologias.

As mais comuns são:

  1. Doença Arterial Periférica (DAP)
  2. Trombose Venosa Profunda (TVP)
  3. Varizes (Doença Venosa)

Só após a observação por um médico especialista em cirurgia vascular e angiologia e a realização de exames específicos, é que é possível avaliar com exatidão a fonte da dor e delinear o tratamento correspondente.

Pernas saudáveis são essenciais para a sua autonomia. Viver com dores intensas nos membros inferiores limita a sua mobilidade natural e, em alguns casos, existe mesmo risco de vida.

Lembre-se: os sintomas que incomodam hoje podem ser os problemas sérios de amanhã.

 

Dor nas Pernas em Repouso e durante a Noite

Está a tentar adormecer, mas a dor persistente e incomodativa não cessa. Acorda de madrugada com dores excruciantes e não entende como a dor nas pernas pode surgir enquanto está na cama e em repouso.

Todos estes sintomas podem indiciar a presença de uma doença vascular, nomeadamente, da Doença Arterial Periférica.

Para realizar um diagnóstico mais preciso, o seu cirurgião vascular vai procurar obter informações sobre:

  • Características da dor;
  • Sintomas associados;
  • Medicação do paciente;
  • Sinais.

À observação clínica juntam-se os exames de diagnóstico, tais como a realização de um Eco-Doppler (totalmente não invasivo e indolor) ou outros testes complementares.

Saiba com este teste se poderá ter problemas vasculares:

Nota: Este teste não dispensa a correta avaliação por um médico especialista em cirurgia vascular. Se apresenta alguns dos sintomas de doença vascular deve marcar uma consulta de diagnóstico.

 

Causas Associadas às Dores nas Pernas

Neste artigo, apresentamos 3 possíveis patologias associadas às dores nas pernas, quais os seus sintomas, causas e tratamentos.

 

1. Doença Arterial Periférica (DAP)

Tal como o nome indica, esta patologia afeta o sistema arterial. Este conjunto de vasos tem uma função essencial: o transporte de sangue rico em oxigénio a todas as células, músculos, tecidos e órgãos do corpo humano.

As artérias tendem a ser macias e desobstruídas no seu interior, mas com avançar da idade tornam-se rígidas e podem ser atingidas por um fenómeno chamado aterosclerose.

A aterosclerose consiste na deposição progressiva, e ao longo do tempo, de uma placa na parede das artérias, constituída por colesterol, cálcio e tecido fibroso.

Com a acumulação destas sustâncias, as artérias tendem a ficar rígidas e cada vez mais estreitas. Desta forma, o sangue tem dificuldade em passar por um orifício cada vez mais pequeno.

A esta patologia dá-se o nome de Doença Arterial Periférica.

Para além de ser uma condição muito séria, ocorre associada a doenças nas artérias do coração (maior risco de Enfarte) e nas carótidas, as artérias que alimentam o cérebro (maior risco de Acidentes Vasculares Cerebrais).

 

Sintomas da Doença Arterial Periférica

Quando caminha, a dor é de tal forma incomodativa, que obriga a sentar-se. Aos poucos, vai desaparecendo com o repouso ou na posição sentada.

A claudicação intermitente é um dos sinais de alerta a que deve prestar atenção.

Esta sintomatologia resulta da falta de O2. Isto é, os músculos das pernas não estão a receber a quantidade suficiente de oxigénio que precisam para trabalhar corretamente.

À medida que os anos passam, as artérias das pernas ficam tão estreitas, que andar torna-se um gesto muito penoso - e altamente limitativo.

Mas atenção: A dor pode não ser o principal sintoma. Se tiver uma sensação de aperto ou fraqueza numa perna ou em ambas, deverá suspeitar de DAP.

Outros sintomas que os pacientes relatam, incluem:

  • Queixas precoces na marcha em terrenos inclinados ou numa velocidade mais elevada;
  • Dor torna-se permanente nos pés e pernas durante a noite;
  • Existência de feridas nos membros inferiores;
  • Arrefecimento dos pés.

Um sinal importante e que pode acompanhar os sintomas descritos é a perda progressiva de pelos nas pernas.


A Dra. Joana de Carvalho, especialista em Cirurgiã Vascular, explica os Sintomas da Doença Arterial Periférica.

 

Causas da Doença Arterial Periférica

A Doença Arterial Periférica é mais comum a partir dos 65 anos, mas pode surgir em qualquer idade. Aliás, existem alguns fatores de risco modificáveis, tais como:

  • Hipertensão arterial;
  • Tabagismo;
  • Elevados níveis de colesterol;
  • Obesidade ou excesso de peso.

Os pacientes que realizam tratamentos de diálise também têm uma maior probabilidade de desenvolverem placas ateroscleróticas.

 

Tratamento para a Doença Arterial Periférica

O tratamento depende da causa que originou a doença. E para isso é necessário fazer, em primeiro lugar, o despiste dos fatores de risco.

O médico pode aconselhar o paciente a deixar de fumar, começar a controlar melhor os níveis de açúcar no sangue, ou iniciar a prática de desporto para perder os quilos a mais.

Tudo depende da situação que está a originar a Doença Arterial Periférica.

Para além do controlo dos fatores de risco, a terapêutica inclui:

  • Fisioterapia

A fisioterapia faz parte da terapêutica inicial da claudicação. O plano de exercícios é personalizado a cada paciente. O objetivo final é que o paciente consiga andar por períodos mais longos, sem dores.

  • Medicação

É comum a prescrição de medicamentos que impedem a formação de trombos e estabilizam (ou reduzem) as placas de aterosclerose.

  • Cirurgia ou intervenções minimamente invasivas

 

2. Trombose Venosa Profunda (TVP)

A Trombose Venosa Profunda ocorre quando uma veia é obstruída por um coágulo de sangue.

Por norma, os trombos formam-se nos vasos mais profundos, na região da pélvis, coxas ou gémeos, mas podem também surgir, raramente, noutras regiões do corpo.

A Trombose Venosa Profunda é uma situação clínica séria uma vez que pode originar uma complicação grave e fatal, num curto espaço de tempo: a embolia pulmonar.

Como é que um problema nas pernas afeta o coração?

Basta pensar que um coágulo de sangue formado, por exemplo, na zona da pélvis tem a capacidade de viajar ao longo do sistema circulatório e alojar-se nas artérias pulmonares. Ao impedir o normal fluxo de sangue a este órgão vital, vai sobrecarregar o coração, dificultando a oxigenação do sangue.

O diagnóstico é feito mediante o histórico clínico do doente e o exame físico.

Para confirmar, pode ser pedido um Eco-Doppler.

O Eco-Doppler permite medir a velocidade do fluxo sanguíneo e analisar a estrutura das veias e, por vezes, dos próprios trombos.

 

Sintomas da Trombose Venosa Profunda

Apesar de ser uma patologia grave, cerca de metade dos casos da TVP são assintomáticos.

Para além da dor, é normal os doentes sentirem:

  • Inchaço súbito de uma perna (com ou sem dor associada - depende se as veias mais profundas foram afetadas);
  • Vermelhidão, no caso de afetação das veias mais superficiais;
  • Calor localizado;
  • Sensibilidade ou dor ao toque na região afetada;
  • Alteração da coloração da pele (fica mais azulada).

 

Causas da Trombose Venosa Profunda

A lentidão ou estagnação do sangue (estase) nas veias da perna, aumenta o risco de Trombose Venosa Profunda. Acontece, por exemplo, quando uma pessoa fica parada durante muito tempo ou imobilizada devido a uma cirurgia ou acidente.

Outras causas específicas, incluem:

  • Grandes cirurgias da anca, joelho, abdómen ou tórax;
  • Fraturas da anca ou da perna;
  • Viagens muito longas e em espaços reduzidos para as pernas;
  • Alterações hereditárias da coagulação sanguínea;
  • Cancro.

As pessoas obesas com doença inflamatória intestinal, as mulheres grávidas, a amamentar ou que tomam contracetivos orais também têm uma maior probabilidade de desenvolverem TVP.

Existem ainda outros fatores, tais como ser portador de um pacemaker ou cardioversor desfibrilhador interno ou ter um cateter inserido na veia de um braço.

 

Tratamento para a Trombose Venosa Profunda

A medicação é o tratamento de eleição. Raramente, os pacientes com Trombose Venosa Profunda têm indicação para cirurgia.

  • Fármacos

São receitados anticoagulantes para prevenir que o sangue não coagule tão facilmente.

A heparina, por exemplo, dilui o sangue, impede a formação de trombos e/ou evita o aumento dos trombos que já existem. A terapêutica farmacológica não só limita a progressão da doença, mas reduz o risco de complicações mais graves.

  • Trombólise

A trombólise consiste na destruição do coágulo.

O cirurgião vascular injeta um fármaco específico através de um cateter e diretamente no trombo, de forma rápida. Esta técnica tem a capacidade para dissolver coágulos de relativa dimensão.

 

3. Varizes

Nem sempre a doença venosa é visível e pode manifestar-se de outras formas.

Dores e cansaço nas pernas, peso e inchaço nos membros inferiores ao final do dia e que alivia com a elevação dos membros, são sintomas bastante sugestivos da doença venosa.

As varizes surgem devido a uma anomalia nas paredes e válvulas das veias localizadas nas pernas. A circulação do sangue das zonas periféricas em direção ao coração torna-se mais difícil.

Como resultado, as paredes das veias são alvo de uma tensão cada vez maior. Ao longo do tempo, tornam-se dilatadas e tortuosas.

 


A Dra. Joana de Carvalho explica o que é a Doença Venosa.

 

Sintomas das Varizes

Os sintomas variam. Os mais frequentemente descritos pelos pacientes, incluem:

  • Desconforto nas pernas;
  • Sensação de pernas pesadas;
  • Cãibras e dormência;
  • Pés e tornozelos inchados;
  • Comichão ou inchaço que tipicamente agrava ao final do dia.

Se tem algum destes sintomas, não adie o tratamento.

Seja por uma questão estética ou funcional, é importante identificar e atacar o problema o quanto antes.

 

Possíveis consequências das Varizes

Os derrames, também descritos como "aranhas vasculares" ou "raios" chamam-se telangiectasias. Para além de tornarem as pernas pouco atrativas e gerarem sentimentos de vergonha, podem ser um sinal de doença.

As varizes estão associadas a uma condição designada Doença Venosa Crónica. Devem ser tratadas não apenas por uma questão estética, mas porque podem ser o princípio de outras complicações, tais como:

  • Tromboflebites;
  • Edema;
  • Alterações da pele;
  • Úlceras de difícil cicatrização.

 

Tratamentos para Varizes e Derrames

Existem diversos tratamentos eficazes para as varizes e derrames.

A escolha baseia-se na avaliação clínica do cirurgião vascular, do histórico médico do doente e dos resultados do exame ecográfico aos membros.

 

CLaCS

O CLaCS - Crio-laser e Crio-Escleroterapia - é um método inovador, indicado para eliminar certas varizes, podendo evitar a cirurgia. Oferece resultados rápidos e o mínimo de efeitos indesejáveis.

O CLaCS combina:

  • Aplicação de laser na pele;
  • Secagem dos pequenos vasos.


A Dra. Joana de Carvalho explica o tratamento CLaCS no Programa da Cristina.

 

Escleroterapia

É conhecida como a "secagem das varizes". A escleroterapia envolve a injeção local de uma substância que colapsa e elimina as pequenas veias.

Com este tratamento, não só desaparece a parte inestética, como a dor associada às varizes e derrames.

Existem 3 tipos de Escleroterapia:

  1. Escleroterapia de pequenos vasos: tratamento feito ao longo de várias sessões com cerca de 20 a 30 minutos, indicado para pequenos vasos.
  2. Escleroterapia com espuma: indicada para varizes de grande calibre; é injetada nas veias uma mistura de ar e líquido; não exige cirurgia, anestesia ou repouso; é preferível em doentes idosos, com úlceras venosas.
  3. Escleroterapia Ampliada: permite realizar várias sessões no mesmo dia e oferece um resultado estético mais rápido.

 


Tratamento de Varizes e Derrames com Escleroterapia.

 

Radiofrequência

Este tratamento envolve a aplicação de energia de radiofrequência.

A técnica consiste no aquecimento das paredes das veias mediante um cateter que é colocado no interior das mesmas.

A veia não é extraída. O seu diâmetro é reduzido e as proteínas do sangue desnaturadas pelo calor. O vaso fica obliterado e nos meses seguintes, a veia torna-se fibrosa e indetetável.

É um método seguro, eficaz e com um período de recuperação muito curto.

A radiofrequência é uma alternativa ao stripping e pode ser usada anestesia local para maior conforto do paciente.

 


O Prof. Doutor Sérgio Sampaio explica em que consiste a Radiofrequência.

 

Stripping

O stripping é um procedimento cirúrgico que envolve a remoção das veias afetadas.

O stripping da grande veia safena envolve uma pequena incisão (2 a 3 cm) na virilha e outra incisão em forma/aspeto de ponto, logo abaixo do joelho.

A recuperação é rápida e gradual, mas devo contar com 5 dias de repouso.

 

Mitos associados ao Tratamento de Varizes e Derrames

Muitas pessoas adiam o tratamento de varizes por medo ou por desconhecimento.

No entanto, os tratamentos de varizes são extremamente seguros e raramente apresentam complicações. Os métodos utilizados, apresentados acima, são cada vez menos invasivos, permitindo uma recuperação mais confortável e rápida.

Descubra a desmistificação dos principais mitos associados ao tratamento de varizes.

 

 

Perguntas Frequentes sobre Dores nas Pernas

1. As dores nas pernas podem ser um sinal de problemas no coração?

Ter dores nas pernas pode ser um sinal de obstrução nas artérias dos membros inferiores. Este estreitamento acontece devido à formação de uma placa de aterosclerose nas artérias das pernas.

A Doença Arterial Periférica, assim se chama a patologia, ocorre com mais frequência nas artérias das pernas, mas pode também manifestar-se na parede da Aorta que atravessa o abdómen ou nos seus ramos. Portanto, a dor nas pernas significa que existe um processo aterosclerótico a decorrer e, logo, o seu coração pode estar em risco.

 

2. Como posso prevenir pernas cansadas e dolorosas?

Cansaço e peso nas pernas são os sintomas mais comuns da doença venosa (varizes e derrames). Mas há outros fatores não relacionados com doenças vasculares, tais como a obesidade, gravidez, permanecer longos períodos de pé, entre outros.

Algumas medidas como o exercício, meias de contenção ou elevação das pernas podem ajudar, mas é recomendado visitar um médico especialista em cirurgia vascular. Caso haja uma patologia de base, o problema tenderá a agravar se não for resolvido.

 

3. Quais os sinais de alerta de uma Trombose Venosa Profunda?

Os sintomas da Trombose Venosa Profunda incluem um inchaço súbito numa das pernas. Caso haja presença de dor, significa que as veias mais profundas foram afetadas. Esta é uma situação séria e que resulta da obstrução repentina de uma veia por um coágulo de sangue.

Necessita sempre de acompanhamento médico porque existe o risco de um coágulo se formar nas veias dos membros inferiores, viajar pela corrente sanguínea e alojar-se nos pulmões, provocando uma embolia pulmonar – uma situação potencialmente fatal.

 

4. Dores nas pernas durante a noite é um sinal de Doença Vascular?

Se acorda durante a noite com cãibras musculares, dores nas pernas e nos pés, ou não consegue sequer adormecer tal é o incómodo, este pode ser um sintoma sério da doença arterial periférica. Sobretudo, se for recorrente.

A patologia limita o porte de oxigénio aos músculos devido a um estreitamento das artérias causado pela deposição de gorduras no interior das mesmas. Se também sente dor quando caminha uma curta distância, é devido à claudicação intermitente, um sintoma expressivo da Doença Arterial Periférica. Deve consultar um cirurgião vascular com urgência.

 

5. Por que me doem as pernas sem razão aparente?

A sensação de peso e dor nos membros inferiores, acompanhada de formigueiro que se intensifica ao final do dia, pode ser resultado da presença de uma doença venosa crónica.

As varizes ou derrames são uma manifestação desta insuficiência. Como as válvulas das veias estão danificadas e não executam bem a sua função (de direcionar o sangue para cima), as paredes vasculares tornam-se incompetentes ao longo do tempo e dilatam ou ficam tortuosas - causando cansaço que, por norma, alivia com a elevação dos membros inferiores.

Contudo, só um diagnóstico médico poderá determinar ao certo a origem dessa dor.

 

6. Por que tenho dores na parte superior da coxa?

A dor na zona superior das coxas pode ser difícil de diagnosticar. Existe um conjunto de músculos, ligamentos e nervos que podem estar na base desta dor bastante incómoda que está a sentir.

À parte de lesões musculares provocadas pelo excesso de exercício ou patologias do sistema nervoso e esquelético, pode existir um bloqueio devido a um coágulo sanguíneo.

É raro a Trombose Venosa Profunda provocar dores na parte superior da coxa, contudo, pode dar-se a situação de um coágulo ter-se soltado e ficar preso nesta região.

Se sente uma dor inexplicável que não melhora ao fim de alguns dias, existe vermelhidão e calor na área afetada, deve procurar rapidamente um cirurgião vascular.

 

7. Como melhorar a circulação nas pernas?

Para facilitar a circulação sanguínea, evite passar muito tempo de pé ou na mesma posição. É recomendado praticar exercício de forma regular, perder peso e elevar as pernas sempre que possível porque facilita o retorno do sangue ao coração. Evite cruzar as pernas quando se senta e experimente usar meias de contenção que auxiliam o movimento do sangue no sentido do coração. Deixe de fumar e de usar sapatos e meias muito apertadas.

Se mesmo assim, os sintomas persistirem, consulte um médico especialista.

 

Importância do Diagnóstico Precoce

Se tem queixas de dor e cansaço extremo nas pernas, procure um cirurgião vascular. Só ele poderá diagnosticar com exatidão a origem do seu problema.

O Eco-Doppler é um exame de primeira linha na cirurgia vascular. Totalmente indolor, é em tudo semelhante a uma ecografia. Mas para além de produzir uma imagem e permitir o estudo das artérias e veias, mede a velocidade com que o sangue circula nestas vias internas do corpo.

 


A cirurgiã vascular Dra. Joana de Carvalho explica em que consiste o Eco-Doppler.

 

As doenças vasculares podem pôr a sua vida em risco, para além de terem uma profunda influência negativa na sua vida diária. Viver com dor ou sentir-se incapaz de realizar as tarefas mais simples - pessoais ou profissionais – é limitativo.

A doença vascular não desaparece por si só e tem tendência a agravar. Quanto mais cedo for detetada, melhores os resultados do tratamento.

 

Procure um Especialista em Cirurgia Vascular e cuide da sua saúde

O cirurgião vascular e angiologista é um profissional altamente qualificado na prevenção, diagnóstico, tratamento e monitorização de doenças que afetam o sistema vascular (artérias, veias e vasos linfáticos).

No caso de ter queixas graves de dores nas pernas procure um cirurgião vascular.

Só assim terá a orientação terapêutica mais indicada para o seu caso, conseguirá recuperar a qualidade de vida e minimizar o risco de sequelas graves.

Fontes

Dra. Joana de Carvalho - Especialista em Angiologia e Cirurgia Vascular

Licenciada em Medicina e Cirurgia iniciou a formação específica em Angiologia e Cirurgia Vascular em 2005, no Hospital de S. João. Obteve o grau de especialista em Angiologia e Cirurgia Vascular, submetendo-se, posteriormente, ao exame de certificação europeu, obtendo o título de Fellow of the European Board of vascular Surgery. Desempenhou funções de Consultora Científica na área de Cirurgia Vascular do Programa Harvard Medical School Portugal. Realizou o curso Master em Fleboestética e fez certificação na técnica CLaCS (Cryo-Laser & Cryo-sclerotherapy), ambas no Brasil. Atualmente concentra a sua atividade na prática de técnicas minimamente invasivas, sem necessidade de internamento ou repouso e com resultados cosméticos otimizados. Mantém presença assídua em revistas com artigos temáticos na área da cirurgia vascular, bem como em programas de televisão onde aborda vários temas de cirurgia vascular e explora as soluções para o tratamento de derrames e varizes.

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