Cirurgia Vascular: patologias e terapêuticas

A cirurgia vascular ocupa-se do tratamento cirúrgico de patologias das veias, das artérias e dos vasos linfáticos. Recorrendo a técnicas mais convencionais, nomeadamente através de incisões, ou a procedimentos de cirurgia endovascular, ou seja, que atuam por dentro dos vasos, a cirurgia vascular dedica-se ao estudo, diagnóstico e tratamento cirúrgico das doenças dos vasos sanguíneos. Pode recorrer a procedimentos de forma isolada ou à combinação de vários tratamentos.

Que tratamentos são eficazes em Cirurgia Vascular?

O primeiro passo para determinar a terapia a utilizar passa pela avaliação, em consulta, que vai permitir dar início ao processo de diagnóstico e terapêutico.
As varizes são das patologias que  mais frequentemente surgem na consulta de Cirurgia Vascular. Os métodos de intervenção direta ao nível das varizes dividem-se em três grandes opções:
  • Injeção de produtos esclerosantes;
  • Obliteração térmica mediante a passagem de uma fibra de laser ou de radiofrequência;
  • Exérese cirúrgica.
O tratamento da doença venosa crónica, isto é, das varizes, deve ser encarado como algo muito adaptado a cada situação, sendo que existem vários métodos disponíveis ao nível da cirurgia vascular.

Radiofrequência: procedimento muito utilizado

Trata-se de um método especialmente indicado para o tratamento das varizes, quando estas se relacionam com incompetência da grande ou da pequena veia safena.

É um método muito pouco invasivo.

A radiofrequência evita a incisão na prega da virilha, bem como eventuais complicações que daí possam decorrer. Como não há lugar a dissecção cirúrgica, a radiofrequência permite manter intacta a drenagem linfática da parede abdominal e dos membros inferiores.

 

Stripping é solução mais habitual para tratamento de varizes

O stripping é a remoção da grande veia safena e implica uma incisão na prega da virilha e outra abaixo do joelho ou no tornozelo.

Em associação ao stripping ou à ablação por radiofrequência, é necessário, muitas vezes, efetuar incisões espaçadas sobre as varizes, através das quais se procede à sua remoção (fleboextrações). Estas incisões, dada a sua dimensão, não obrigam a qualquer tipo de sutura, com obtenção de um ótimo resultado estético.

 

Escleroterapia de pequenos vasos

Vulgarmente chamada de «secagem», a escleroterapia consiste na injeção local de um líquido que colapsa os vasinhos da pele, provocando o seu desaparecimento.

É um tratamento feito em várias sessões, no consultório. O número de sessões vai depender da situação clínica. Cada uma dura entre 20 a 30 minutos e permite o tratamento de várias pequenas veias, possibilitando uma melhoria progressiva até se obter o resultado pretendido.

Normalmente recorre-se a um transiluminador para identificar a veia que «alimenta» cada conjunto de pequenos vasos, possibilitando colapsá-la e obter um resultado mais definitivo e mais eficaz. Isso vai evitar a repetição desnecessária das picadas. A agulha utilizada apresenta, no entanto, um calibre muito reduzido, o que torna o tratamento quase indolor.

 

Integração de tratamentos em Cirurgia Vascular

Em muitas situações recorre-se à combinação e à integração de vários métodos no mesmo paciente. Tudo vai depender do caso em questão, mas é frequente utilizarem-se metodologias complementares ao nível da cirurgia vascular.

A avaliação e o diagnóstico efetuados na primeira consulta vão permitir determinar os tratamentos mais indicados para cada caso e, em conjunto com o doente, definir a melhor estratégia.

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Fontes:

Dra. Joana de Carvalho - Especialista em Angiologia e Cirurgia Vascular

Licenciada em Medicina e Cirurgia iniciou a formação específica em Angiologia e Cirurgia Vascular em 2005, no Hospital de S. João. Obteve o grau de especialista em Angiologia e Cirurgia Vascular, submetendo-se, posteriormente, ao exame de certificação europeu, obtendo o título de Fellow of the European Board of vascular Surgery. Desempenhou funções de Consultora Científica na área de Cirurgia Vascular do Programa Harvard Medical School Portugal. Realizou o curso Master em Fleboestética e fez certificação na técnica CLaCS (Cryo-Laser & Cryo-sclerotherapy), ambas no Brasil. Atualmente concentra a sua atividade na prática de técnicas minimamente invasivas, sem necessidade de internamento ou repouso e com resultados cosméticos otimizados. Mantém presença assídua em revistas com artigos temáticos na área da cirurgia vascular, bem como em programas de televisão onde aborda vários temas de cirurgia vascular e explora as soluções para o tratamento de derrames e varizes.

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