Quais as problemáticas em torno das varizes?

 

As varizes são um problema que afecta grande parte da população portuguesa com mais de 40 anos, com especial enfoque nas mulheres, por questões de natureza

hormonal. Normalmente, são consequência de contingências várias da vida, como a gravidez ou a falta de exercício físico. Factores como empregos que obrigam a passar demasiado tempo de pé ou sentado, uma vida demasiado sedentária e tratamentos hormonais são outras das causas mais frequentes das varizes.

Qual a origem e consequências das varizes?

Além de inestéticas, as varizes podem tornar-se dolorosas e muito incomodativas. Em termos técnicos, as varizes derivam da incapacidade do aparelho circulatório em devolver ao coração o sangue bombeado para as pernas. Em muitos casos, estão associadas a factores de natureza genética.

Há vários tipos de varizes, dependendo da sua dimensão e sintomas. As varizes reticulares são de média dimensão e podem incluir cãimbras, dor, dermatites ou eczemas, entre outros. As varizes trocolares, por seu turno, podem causar úlceras, atrofias da pele ou até tromboses e embolias pulmonares. São, por norma, maiores e mais grossas que as varizes reticulares.

O que fazer para prevenir e evitar as varizes?

Existem outras situações menos graves, como as telangiectasias ou derrames, que provocam sensações de cansaço e de peso, embora o seu problema seja mais estético do que médico. No entanto, se este tipo de derrames não for tratado a tempo, pode evoluir para situações mais gravosas.

Há vários cuidados a ter para evitar as varizes, nomeadamente não abusar do consumo de álcool e de sal, beber água em abundância para melhorar a circulação do sangue e consumir alimentos ricos em fibra, como frutos e vegetais crus. Deve também usar-se roupa larga, sapatos rasos e evitar a exposição ao sol.

Quais os tratamentos disponíveis para acabar com o flagelo das varizes?

Quando as varizes são um dado adquirido, há vários tratamentos, no âmbito da cirurgia vascular, a que podemos recorrer para tratar este problema. Um deles é o «stripping» da grande veia safena. Este tratamento consiste na remoção da grande veia safena através de uma pequena incisão na prega da virilha. Paralelamente, são também removidas as varizes, através de pequenas incisões, que não implicam sutura.

Outra técnica muito utilizada é a radiofrequência, dado ser um tratamento muito pouco invasivo. Por um lado, porque dispensa a incisão na prega da virilha, por outro, porque permite manter intacta a drenagem linfática do abdómen e das pernas. Com um período de convalescença curto, a radiofrequência é considerada um método seguro e muito eficaz para o combate às varizes. Independentemente do tratamento adoptado, é importante tratar as varizes para ganhar qualidade de vida e prevenir situações mais graves.

Para saber mais sobre varizes e os respectivos tratamentos, consulte www.cirurgia-vascular.pt

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Fontes:

Dra. Joana de Carvalho - Especialista em Angiologia e Cirurgia Vascular

Licenciada em Medicina e Cirurgia iniciou a formação específica em Angiologia e Cirurgia Vascular em 2005, no Hospital de S. João. Obteve o grau de especialista em Angiologia e Cirurgia Vascular, submetendo-se, posteriormente, ao exame de certificação europeu, obtendo o título de Fellow of the European Board of vascular Surgery. Desempenhou funções de Consultora Científica na área de Cirurgia Vascular do Programa Harvard Medical School Portugal. Realizou o curso Master em Fleboestética e fez certificação na técnica CLaCS (Cryo-Laser & Cryo-sclerotherapy), ambas no Brasil. Atualmente concentra a sua atividade na prática de técnicas minimamente invasivas, sem necessidade de internamento ou repouso e com resultados cosméticos otimizados. Mantém presença assídua em revistas com artigos temáticos na área da cirurgia vascular, bem como em programas de televisão onde aborda vários temas de cirurgia vascular e explora as soluções para o tratamento de derrames e varizes.

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