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Licenciado pela Faculdade de Medicina da Universidade do Porto
Doutorado pela Faculdade de Medicina da Universidade do Porto
Fellow do European Board of Vascular Surgery

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Aquivos por Autor: Sérgio Sampaio

Sobre Sérgio Sampaio

Licenciado pela Faculdade de Medicina da Universidade do Porto Doutorado pela Faculdade de Medicina da Universidade do Porto Fellow do European Board of Vascular Surgery

Varizes: saúde e estética

As varizes dos membros inferiores são consensualmente reconhecidas como podendo ter consequências em vários planos.

Os problemas de saúde a elas associados podem manifestar-se como complicações agudas mas também sob a forma de um agravamento progressivo e insidioso. Assim, alguém com varizes que as deixe entregues à sua história natural, corre um risco maior de sofrer episódios súbitos como varicoflebites (trombose de uma variz, geralmente associada a francos sinais inflamatórios), mas pode igualmente ir registando alterações apenas perceptíveis após algum tempo de evolução. Sintomas como cansaço e sensação de peso e sinais como edema, de predomínio vespertino e estival, podem ir-se instalando e aumentando de intensidade, acabando por comprometer a qualidade de vida de modo considerável.

varizesEste problema pode também provocar preocupações de imagem, especialmente no sexo feminino. A simples presença de varizes pode tornar-se facilmente algo de muito inestético, pelo volume e/ou pela cor dos trajectos venosos anómalos. A verdade porém, é que a evolução da doença acaba por provocar alterações estruturais, que podem ser permanentes, da pele de determinadas zonas das pernas. Essas áreas podem tornar-se pigmentadas, atróficas e fragilizadas chegando mesmo a ulcerar em situações mais graves.

Ao longo dos tempos, muito tem mudado no modo como a doença venosa é encarada. Determinadas situações clínicas, nomeadamente envolvendo o sistema venoso profundo, tradicionalmente apenas geridas com recurso a fármacos, são hoje quadros em que uma atitude mais interventiva é por vezes contemplada. Também o tipo de técnicas disponíveis para intervir nas varizes é hoje assaz variado. Cirurgia dita “clássica” de laqueação e exérese venosa, ablação endovenosa térmica (por LASER ou radiofrequência), esclerose química ou mecânico-química e exclusão venosa pela injecção de substâncias adesivas, são técnicas que coexistem nos nossos dias. Cada uma com características próprias, que podem torná-la  mais adequada em função das variáveis anatómicas e pato-fisiológicas das varizes em causa bem como do doente que para elas procura solução.

As várias dimensões que importa avaliar e as diversas soluções que podem ter que ser discutidas fazem desta patologia um desafio a encarar por uma estrutura que incorpore toda a tecnologia e know-how implicados nas fases de diagnóstico e terapêutica.

Professor Doutor Sérgio Sampaio

Coordenador do Centro Venoso do Hospital Privado da Boa Nova

Por que é essencial tratar as varizes precocemente?

O tratamento precoce é essencial na eliminação eficaz de varizes e “derrames”

Independentemente do problema de saúde, o tratamento numa fase inicial corresponde a melhores resultados expectáveis e, na maior parte dos casos, a uma recuperação mais rápida, menos dolorosa, diminuindo, também, o risco de complicações mais sérias. Esta regra é igualmente aplicável no caso das varizes e dos “derrames” (telangiectasias).

As consequências de um tratamento tardio de varizes e “derrames”

Antes de mais, é importante esclarecer a definição de “derrames” e de varizes, que podem ser diferentes apresentações de doença venosa crónica.

Os “derrames” são pequenos vasos que surgem na pele, podem apresentar cor roxa, azul ou vermelha, tornando-se incomodativos principalmente pelo resultado inestético. As varizes são veias dilatadas, salientes e tortuosas. Além de serem inestéticas, podem acompanhar-se de dor, sensação de peso ou cansaço nas pernas, bem como edema (“inchaço”).  varizes

Quando o tratamento é precoce, os resultados tendem a ser melhores, com uma eliminação eficaz, sem “sequelas”.

Na ausência de tratamento, as telangiectasias (vulgarmente conhecidas como “raios” ou “derrames”) e as varizes não tendem a desaparecer ou resolver espontaneamente. Pelo contrário, a tendência é para o agravamento, com aparecimento de mais varizes, mais “derrames” e, muitas vezes o desenvolvimento de complicações. Estas complicações são diversas e, com muitos anos de evolução, pode surgir fibrose da pele, hiperpigmentação, isto é, aparecimento de áreas acastanhadas nos tornozelos e parte inferior das pernas. Pode ainda desenvolver-se eczema e úlceras de perna. Estas úlceras são incapacitantes, de difícil cicatrização e, muitas vezes, de carácter recorrente (após cicatrização podem reaparecer).

O tratamento adequado depende de cada caso e, portanto, é importante procurar avaliação por cirurgia vascular.

Os tratamentos podem passar por cirurgia, por métodos minimamente invasivos ou, unicamente, por escleroterapia (vulgarmente conhecida por “secagem”).

A escleroterapia é um tratamento simples, efectuado no consultório, ao longo de várias sessões. Consiste na injecção local de um líquido que visa a eliminaçãos dos “derrames”.

No tratamento de varizes, existe um método que se distingue pela sua eficácia e rápida recuperação: a radiofrequência.

Para além de ser um procedimento minimamente invasivo, a radiofrequência apresenta várias vantagens: apesar de ser um procedimento que implica realização no bloco operatório, pode ser efectuada com anestesia local (um método anestésico muito mais confortável para os pacientes) e tem um período de convalescença mais curto e menos doloroso. Por evitar incisões e dissecções cirúrgicas, apresenta, também, uma menor taxa de complicações.

Desta maneira, a radiofrequência é um tratamento para varizes que se distingue pela sua segurança e eficácia, permitindo aos pacientes um retorno bastante rápido à actividade diária normal.

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